planejamento familiar

Mais cedo ou mais tarde, todo casal faz a mesma pergunta: será que é a hora certa para começar uma família? Na ordem natural das coisas, as pessoas querem estudar, viajar, iniciar uma carreira e no meio do caminho, encontrar o grande amor. Depois disso, vem o sonho de ter filhos.1

Mas planejar uma família quando alguém do casal tem esclerose múltipla, pode deixar essa questão um pouco mais complicada. Principalmente para as futuras mamães, já que uma das características da EM e também porque esta requer um tratamento para o resto da vida é se manifestar em mulheres em idade fértil, na faixa dos 20 aos 40 anos de idade.2

Uma pesquisa encomendada pela Merck, realizada pela Charles River Associates (CRA), em 2019,3 mostra que 34% das mulheres da América Latina decidiram não engravidar após receber o diagnóstico de EM, motivadas pelo impacto dos sintomas, aspectos financeiros e da falta de informação e apoio.

Felizmente, nas últimas décadas, dados de vida real realizados sobre a gravidez e lactação na EM já forneceram algumas respostas para orientar essas mulheres1 e novos tratamentos para que elas não precisem interromper o sonho de ser mãe ou de amamentar.

gravidez

a fertilidade nas mulheres com em

Um dos primeiros aspectos observados por esses estudos é que não há evidências de que a EM prejudique a fertilidade ou que cause abortos espontâneos, malformações congênitas ou que aumente a incidência de natimortos. A gravidez, o trabalho de parto e as complicações fetais seguem os mesmo padrões do grupo de mulheres sem a doença.4

os efeitos da gravidez na em

Outra boa notícia é que acredita-se que as as alterações fisiológicas que acontecem no corpo das mulheres durante a gravidez, reduzem os surtos da EM, especialmente no terceiro trimestre em até 80%.4

o período pós-parto

Atualmente sabemos da importância que o planejamento familiar pode ter durante o período de gestação e no pós parto. Os estudos mostram que é aconselhado que mulheres engravidem somente após 1 ano de estabilidade da doença, para garantir uma gestação e pós-parto mais saudáveis. A baixa taxa de surtos e o uso de terapias modificadoras da doença até o momento da concepção já mostraram ter um impacto positivo na redução da atividade da doença durante o puerpério. Estudos mais recentes também tem demostrado o impacto da amamentação exclusiva na redução de surtos durante o puerpério. Mulheres que amamentaram seus bebês exclusivamente, sem complemento alimentar, por pelo menos 2 meses após o parto, apresentaram maior estabilidade da doença. Esse achado foi observado tanto em mulheres que não retornaram ao tratamento, quanto naquelas que voltaram a utilizar terapias modificadoras da doença que permitem a continuidade durante a amamentação.

cuidados para a gestante com em

Alguns sintomas da EM5 podem trazer algumas dificuldades para a gestante portadoras da doença. Mulheres com problemas de marcha6 sentem uma piora no final da gravidez, já que estão mais pesadas e seu centro de gravidade mudou.

Outros problemas comuns durante a gestação e que pioram nas mulheres com EM que já apresentavam esses sintomas são a incontinência urinária,7 disfunção intestinal8 e fadiga.9 Mas com a orientação de um obstreta e de um neurologista e o apoio da família, o sonho de ter filhos e de construir uma família pode ser realizado.

liberdade para escolher a melhor hora de ser mãe

Assim que uma mãe pega seu bebê no colo pela primeira vez, um mundo totalmente novo se abre. E nasce também o maior amor que alguém pode sentir.

Por isso curtir esse momento sem se preocupar com os surtos da EM após o parto era uma das grandes preocupações dos pesquisadores, médicos e pacientes.

Felizmente, esse cenário está mudando. Agora já é possível continuar o tratamento durante a gestação e aproveitar os momentos mais sagrados da vida de uma mulher.

BR-MULNI-00032 – JUL/2020
tratamentos durante a gravidez

Com mais de 20 anos de experiência nos cuidados da Esclerose Múltipla, a Merck, empresa líder em ciência e tecnologia, está sempre buscando diferentes opções de tratamento para que a jornada dos pacientes com EM seja o menos estressante possível. E entre esses pacientes, estão as mulheres que sonham em engravidar e amamentar.

O impacto da EM na vida das

mulheres da américa latina

A esclerose múltipla (EM) é uma doença neurológica autoimune, potencialmente incapacitante, apresentada em maior incidência em adultos jovens. Os sintomas mais comuns são fadiga, problemas de visão, alterações na fala, alteração na sensibilidade, cognição, equilíbrio e/ou mobilidade, depressão e dor, que podem prejudicar a qualidade de vida. Mais de 73 mil pessoas vivem com EM na América Latina, sendo 67% delas mulheres. 11

Pesquisa preliminar* realizada pelo Charles River Associates, encomendada pela Merck, com 411 mulheres com esclerose múltipla na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México revelou o impacto da doença em suas vidas12.

4 meses

O tempo que leva do diagnóstico até o início do tratamento pode ter impacto no progresso da doença.

4 meses é tempo médio para início do tratamento após o diagnóstico no Brasil.

relações pessoais

A maioria das mulheres com esclerose múltipla reportou ter desafios em sua vida social.

64%

das mulheres no Brasil tiveram um impacto moderado ou alto em sua relação com o parceiro após o diagnóstico

34%

das mulheres da América Latina decidiram não ter filhos, mas o Brasil é o país onde as mulheres menos evitam ou adiam a gravidez comparado com os outros países

vida profissional

O diagnóstico de esclerose múltipla pode ser impactante na carreira profissional de algumas mulheres.

three-woman-percent
avanços

Nos últimos 20 anos, avanços da ciência tem dado a possibilidade de tratamentos diversos que a cada vez são mais efetivos e seguros. Ações para trazer visibilidade às dificuldades dos pacientes também ajudam para aumentar o conhecimento sobre a esclerose múltipla e combater o preconceito que impacta a vida de quem convive com a doença.

BR/NONNI/0819/0030 - AGO2019

Referências:

  1. Merck Brasil Referências: Merck / MS on your terms/ I want to start a family. Disponível em

    Acesso em 19 de jul.2020
  2. Merck Brasil Referências: Amigos Múltiplos pela Esclerose / Gravidez. Disponível em
    https://amigosmultiplos.org.br/esclerose-multipla-e/gravidez/
    Acesso em 19 de jul.2020
  3. Merck Brasil Referências: Charles River Associates. The socioeconomic impact of MS on women in Latin America. Maio de 2019 (Pesquisa realizada entre 15 de março e 10 de maio de 2019 com 411 mulheres com esclerose múltipla na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México).
  4. Merck Brasil Referências: National Multiple Sclerosis Society – Living Well WithMS/Diet-Exercise-Healthy-Behaviors/Womens-Health/Pregnancy. Disponível em
    https://www.nationalmssociety.org/Living-Well-With-MS/Diet-Exercise-Healthy-Behaviors/Womens-Health/Pregnancy
    Acesso em 18 de jul.2020
  5. Merck Brasil Referências: National Multiple Sclerosis Society - Symptions-Diagnosis/MS-Symptons. Disponível em
    https://www.nationalmssociety.org/Symptoms-Diagnosis
    Acesso em 8 de jul.2020
  6. Merck Brasil Referências: Amigos Múltiplos pela Esclerose / Sintomas / Dificuldade em Andar. Disponível em
    https://amigosmultiplos.org.br/esclerose-multipla/sintomas/dificuldade-em-andar/
    Acesso em 8 de jul.2020


  1. Merck Brasil Referências: Amigos Múltiplos pela Esclerose / Sintomas / Incontinência Urinária. Disponível em
    https://amigosmultiplos.org.br/esclerose-multipla/sintomas/incontinencia-urinaria/
    Acesso em 8 de jul.2020
  2. Merck Brasil Referências: Amigos Múltiplos pela Esclerose / Sintomas / Problemas Intestinais. Disponível em
    https://amigosmultiplos.org.br/esclerose-multipla/sintomas/problemas-intestinais/
    Acesso em 8 de jul.2020
  3. Merck Brasil Referências: Amigos Múltiplos pela Esclerose / Sintomas / Fadiga. Disponível em
    https://amigosmultiplos.org.br/esclerose-multipla/sintomas/fadiga/
    Acesso em 7 de jul.2020
  4. Merck Brasil Referência: Merck Neurology. Disponível em
    https://www.merckneurology.com/content/dam/web/healthcare/biopharma/neurology/merckneurology/images/Extrims/ecstrims-doc-2019/rebif/Vattulainen-P-et-al-ECTRIMS-2019-P1144.pdf
    Acesso em 28 de jul.2020
  5. CRA analysis of data from GBD 2016 Multiple Sclerosis Collaborators (2019). Global, regional, and national burden of multiple sclerosis 1990–2016: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2016, Disponível em The Lancet. 18: 269-85
  6. Charles River Associates. The socioeconomic impact of MS on women in Latin America. Maio de 2019 (Pesquisa realizada entre 15 de março e 10 de maio de 2019 com 411 mulheres com esclerose múltipla na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México)